Ó Mulcíber, das forjas nobre nume
Que a Jove Tonante armas da vitória
Com engenho inexausto fornecestes!
Do Olimpo a dura queda e a mágoa acerba,
Em que o corpo baqueia e o peito geme,
Acolheu a cerúlea e sábia Tétis.
E na excelsa arte as dores transmutaste,
Teus prodígios nos vates são cantados!
Quando o orbe a mim também infausto troa,
A ti, clemente nume, em voto imploro:
Com tuas hábeis mãos, de dons repletas,
Forja-me o forte escudo e o gládio sevo,
E o claro trilho da vitória mostra-me!
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