Cruzando o rio, a Cura o lodo avista,
Absorta a massa entre as mãos levanta;
Do barro o homem finge, e a Jove implora
O espírito vital, que o Nume entrega.
Querendo a Cura o nome seu impor-lhe,
Jove o veda, e o seu clama por direito.
Tellus então se ergue, e o nome pede,
Pois seu corpo ao boneco ela cedera.
Satúrnio, o juiz, a lide assim decide:
“Tu, Jove, a alma; a Tellus, o corpo hajas;
Pois que a Cura o formou, que a Cura o reja
Enquanto o Fado a vida não lhe termine.
Do nome em dúvida, Homem se proclame,
Pois que do Humo a substância se tira.
Hyginus - Fabulae, 220
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