Ode a Minerva
Ó Minerva ínclita, de Jove mente e prole,
O fogo sacro no alto engenho acendes;
Ao mundo, que de brio e vida preenches,
O Vate cego o inviso enfim contempla.
Tu, virgem impoluta e não domada,
Do plectro unindo a melodia nítida;
Retórica que o passo não dispersa,
Mas aos princípios o mortal converte.
Se do deus de Leneu o estro zelas,
O Vate de Quio, em ti absorto e fixo,
Do siso a dispersão lhe preservas,
Salvo do mundo e dos vulgares nadas.
Ó Nume excelso! Ó luz da grã solércia,
Que os lumes cerras para o brilho falso,
Dá-nos o voo, a nítida visão,
No império teu, de divinal luz pleno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário