terça-feira, 16 de junho de 2026

Ode a Minerva

Ode a Minerva
 

Ó Minerva ínclita, de Jove mente e prole, 
O fogo sacro no alto engenho acendes;
Ao mundo, que de brio e vida preenches, 
O Vate cego o inviso enfim contempla.

Tu, virgem impoluta e não domada, 
Do plectro unindo a melodia nítida;
Retórica que o passo não dispersa, 
Mas aos princípios o mortal converte.

Se do deus de Leneu o estro zelas, 
O Vate de Quio, em ti absorto e fixo,
Do siso a dispersão lhe preservas, 
Salvo do mundo e dos vulgares nadas.

Ó Nume excelso! Ó luz da grã solércia, 
Que os lumes cerras para o brilho falso,
Dá-nos o voo, a nítida visão, 
No império teu, de divinal luz pleno.

Nenhum comentário: