domingo, 24 de maio de 2026

Hino a Dionísio Areopagita

 

Celebro aquele, entre os preclaros filósofos,
que, tal qual Odisseu, a Verdade defendeu.
Quando a mão insolente e inclemente da tirania
buscava em trevas eternas nos calar,
De engenho astuto e espírito elevado,
em livros e cartas a antiga Sabedoria verteu.
Como fiel do culto, disfarçado se apresentou
e, com arte, soube os tiranos enganar.
Assim sobreviveu, entre sombras, a luz
de Plotino e Proclo, a ontologia e a teurgia platônica.
Um outro credo, fascinado, o fundamento copiou:
a Causa Primeira, supraessencial, mais que boa, nele floresceu.
Intercedeu então Ateneia por nós,
e Pletho, o filósofo, veio novamente ensinar.
Do Norte da Itália surgiu o ardor,
e o forte Malatesta um novo templo ergueu.
De toda a Europa acorreram os sábios,
fascinados, aos antigos textos estudar.
Ateneia, senhora do segundo Cavalo de Troia,
triunfou — e a Ciência, enfim, renasceu!

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