Celebro aquele, entre os preclaros filósofos,
que, tal qual Odisseu, a Verdade defendeu.
Quando a mão insolente e profana da tirania
buscava em trevas eternas nos calar,
De engenho astuto e espírito elevado,
em livros e cartas a antiga Sabedoria verteu.
Como vetusto fiel do novo culto, disfarçado se apresentou
e, com arte, soube os tiranos enganar.
Assim sobreviveu, entre sombras e ignorância, a luz
de Plotino e Proclo, a ontologia e a teurgia platônica.
Um outro credo, fascinado, o divino fundamento copiou:
a Causa Primeira, supraessencial, mais que boa, nele floresceu.
Intercedeu então Ateneia por nós,
Glória e louvor de Zeus Pai à filha!
E Pletho, o filósofo, veio novamente ensinar.
Do Norte da Itália ressurgiu o pio ardor,
e o forte Malatesta um novo templo ergueu.
De toda a Europa acorreram os sábios,
sequiosos, aos antigos textos estudar.
Ateneia, senhora do segundo Cavalo de Troia,
triunfou — e a Scientia, enfim, renasceu!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário