Um dia Perséfone cruzava um rio. Viu um punhado de barro argiloso. Pensativa, pegou-o nas mãos e dele esculpiu o homem. Enquanto meditava no que criara, Júpiter apareceu. Ela pediu-lhe que desse à sua criação o dom da vida. E o pai dos deuses assim o fez, tornando-se tambem o pai dos homens. Porém, quando ela quis dar à sua obra o seu próprio nome, Jove proibiu-a. Já que ele dera-lhe a vida a ele, dar-lhe-ia também seu nome! Pai e filha puseram-se, desta forma, a discutir.
Gaia ( a Terra ) surgiu, então, e reinvindicou a si o nome daquele ser recém-criado. Afinal, ele fora tirado do seu próprio corpo.
Vendo-se os três deuses num grande impasse, resolveram chamar Saturno para resolver a questão.
E assim o grande Titã deliberou:
"Jove, uma vez que deste ao novo ser a vida, caberá a ti controlar-lhe o destino e os fados.
"Perséfone, já que o criastes, após ter-se esgotado o seu prazo de vida, receberás de volta a alma deste novo ser.
"Gaia, tu terás a guarda deste ser enquanto ele viver.
"No entanto, como não quero desagradar a nenhum deus, resolvo que seu nome será homem ( homo ), posto que veio do humus.
Hyginus - Fabulae, 220
Nota: Gosto do nome Prosepina, mas traduzo-o como Perséfone, sabe melhor aos meus ouvidos, tem mais envolvência, e, ao fim e ao cabo, a deusa é a mesma.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
Hino Homérico a Vulcano
Musa melodiosa, pontifique o desperto nume Vulcano
sócio de Minerva nos trabalhos de instruir os mortais
em tantas obras e engenhos, em tantas invenções.
Outrora em cavernas rudes vivia a gente humana,
dividindo a suja morda ao lado de bestas selvagens.
Já agora, educados em artes pelo industrioso Vulcano,
os mortais vêem o correr dos anos em abrigo e felicidade,
na quietude dos seus lares, na tranquilidade dos seus.
Seja-nos propício, Vulcano, e dê-nos êxito e ventura.
sócio de Minerva nos trabalhos de instruir os mortais
em tantas obras e engenhos, em tantas invenções.
Outrora em cavernas rudes vivia a gente humana,
dividindo a suja morda ao lado de bestas selvagens.
Já agora, educados em artes pelo industrioso Vulcano,
os mortais vêem o correr dos anos em abrigo e felicidade,
na quietude dos seus lares, na tranquilidade dos seus.
Seja-nos propício, Vulcano, e dê-nos êxito e ventura.
Hino a Zeus Soter, o Salvador
Zeus, és o primeiro e o último,
És do raio ofuscante a potestade.
És tu o princípio, o meio e o fim,
do universo o soberano rei.
Zeus, és do homem e da mulher
O criador e a santa essência.
És de nós, mortais, o protetor,
Sob tua forte guarda soberana.
Zeus, trindade misteriosa,
Nos Céus, no Orbe, no Érebo
Imperas tu, sumo Padre.
Zeus, deus dos deuses,
Rei dos reis, onipotente,
És aquele que tudo vês.
Santo Pai celestial,
Em ti a criação e a vida;
Da tua augusta mente,
a luz e a sabedoria;
Do teu coração, a piedade
E nela a nossa salvação.
És do raio ofuscante a potestade.
És tu o princípio, o meio e o fim,
do universo o soberano rei.
Zeus, és do homem e da mulher
O criador e a santa essência.
És de nós, mortais, o protetor,
Sob tua forte guarda soberana.
Zeus, trindade misteriosa,
Nos Céus, no Orbe, no Érebo
Imperas tu, sumo Padre.
Zeus, deus dos deuses,
Rei dos reis, onipotente,
És aquele que tudo vês.
Santo Pai celestial,
Em ti a criação e a vida;
Da tua augusta mente,
a luz e a sabedoria;
Do teu coração, a piedade
E nela a nossa salvação.
domingo, 27 de maio de 2007
Hino a Juno
Juno de Argos, do áureo sólio,
sob tua mão tutelar dispomos
a nossa sina, a nossa cidade.
Deusa de níveos braços,
Multipotente, excídio de Ion,
domadora de cavalos, prodígio
dos que primeiro ao pélago se
lançaram, na tua ajuda confiados.
Dos aventureiros a redenção,
dos seus suplicantes o amparo,
Juno poderosa, seja em nos a tua glória.
sob tua mão tutelar dispomos
a nossa sina, a nossa cidade.
Deusa de níveos braços,
Multipotente, excídio de Ion,
domadora de cavalos, prodígio
dos que primeiro ao pélago se
lançaram, na tua ajuda confiados.
Dos aventureiros a redenção,
dos seus suplicantes o amparo,
Juno poderosa, seja em nos a tua glória.
sábado, 26 de maio de 2007
Hino Homérico a Afrodite ( Adptação Livre )
Dea Clara,
Afrodite de ouro,
mãe dos amores,
doces são teus mistérios.
Filha de Zeus e Dione,
tua graça reverente peço,
que o ofício do teu ministério
em meu imo tenha altar.
Citéria gloriosa,
vela por este teu suplicante
e sempre a mim sejam tuas graças.
Afrodite de ouro,
mãe dos amores,
doces são teus mistérios.
Filha de Zeus e Dione,
tua graça reverente peço,
que o ofício do teu ministério
em meu imo tenha altar.
Citéria gloriosa,
vela por este teu suplicante
e sempre a mim sejam tuas graças.
Hino Homérico a Hera
Canto a deusa de níveos braços, criada por Rhea, Hera preclara.
Ela é a Rainha dos Imortais, e ultrapassa a todas as outras deusas em beleza.
Mulher e irmã de Zeus, o tonante, Hera é reverenciada por todos os bem aventurados deuses imortais que habitam o Olimpo com o mesmo respeito que dedicam a Zeus, que se apraz com o trovão.
Ela é a Rainha dos Imortais, e ultrapassa a todas as outras deusas em beleza.
Mulher e irmã de Zeus, o tonante, Hera é reverenciada por todos os bem aventurados deuses imortais que habitam o Olimpo com o mesmo respeito que dedicam a Zeus, que se apraz com o trovão.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Hino Homérico a Palas Atena
Cantarei a virgem de olhos brilhantes, a unigênita filha de Zeus, a terrível Palas Atena, guardiã das nossas cidades. Como Marte, é insaciável de combates, e arruinando e saqueando muralhas estrangeiras, deleita-se no tumulto das armas e nos perigos das batalhas. Ó deusa, distribuidora do saque, rogamos nos nossos corações para que nos proteja quanto vamos fazer a guerra ou dela retornamos!
Ó Palas Atena, de infinitos ardis, loira Atenéia , dê-nos a fortuna e a felicidade.
Ó Palas Atena, de infinitos ardis, loira Atenéia , dê-nos a fortuna e a felicidade.
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