Encontra-se em Claudiano, "O Rapto de Proserpina", este diálogo entre uma das Parcas e Orco Estígio, na sua vácua morada, que esclarece qual é a relação entre ele e o ciclo da vida dos mortais.
Pois bem, as Parcas dirigem-se ao Monarca do Averno e Láquesis diz:
Pois bem, as Parcas dirigem-se ao Monarca do Averno e Láquesis diz:
"Ó tu, Júpiter Estígio, rei da noite, soberano das sombras, que comandas o girar fatal do nosso fiar,
Que imperas sobre o fim e o início de todas as coisas
E ordenas-nos a data fixar do nascimento e da destruição dos corpos dos homens mortais.
Ó Monarca Supremo do Averno, és tu o árbitro supremo da vida e da morte.
Tudo aquilo que vive só veio a ser por teu favor divino,
E após o ciclo da vida se expirar
E as almas baixarem ao teu hórrido e vácuo reino,
És tu a enviá-las de volta à vida,
De volta a habitar novos corpos mortais".
É de se notar que o próprio Destino é comandado pelo inexorável Plutão, pois é ele a quem as Parcas se submetem. E é ele quem comanda o ciclo da vida e também o das reencarnações.